31 agosto 2007

26 agosto 2007

19 agosto 2007

18 agosto 2007

11 agosto 2007











Regionais,Fefê de Lavras,Parceira mais doida do mundooo e um gatinho la dos Regionais...

09 agosto 2007





Eu,Flavinho,Daniel...e as outras fotos...a Dani lindona da Patchú!

08 agosto 2007

Hoje me surpreendi...seila,acho que de tanto as pessoas falarem de Deus,Deus pra mim, e eu nunca ter tomado uma atitude, decidi que quero fazer a diferença de qualquer forma...qualquer forma que for possível e eu me sentir melhor pra que seja tudo bem sucedido...quantas pessoas conheço,sei como elas sao de verdade e queria me igualar a elas?E me falta coragem?Alias,muita coragem....Pessoas do bem,que querem o melhor pro proximo, e que sao feliz deixando de ser iguais...legal né?O que será que falta?Eu tambem nao sei...sao tantas pessoas tentando me puxar pro lado de lá,e só hj eu me toquei....Tomara que eu siga meu caminho, iluminada sempre por ideias novas e pessoas do bem,que me aconselham sempre a seguir o melhor....me deu a louca,mas to escrevendo o que eu to pensando aqui....cm diz meu amigo Robs....: é no deserto que vem os maiores milagres..(acho que era isso...)
Que tudo se ilumine dentro de mim,e que eu consiga seguir um caminho que me deixe feliz.

07 agosto 2007

Canção das Mulheres

Que o outro saiba quando estou com medo, e me tome nos braços sem fazer perguntas demais.
Que o outro note quando preciso de silêncio e não vá embora batendo a porta, mas entenda que não o amarei menos porque estou quieta.
Que o outro aceite que me preocupo com ele ao se irrite com minha solicitude, e se ela for excessiva saiba me dizer isso com delicadeza ou bom humor.
Que o outro perceba minha fragilidade e não ria de mim, nem se aproveite disso.
Que se eu faço uma bobagem e o outro goste um pouco mais de mim, porque também preciso poder fazer tolices tantas vezes.
Que se eu estou apenas cansada o outro não pense logo que estou nervosa, ou doente, ou agressiva, nem diga que reclamo demais.
Que o outro siga quanto me dói a idéia de perda, e ouse ficar comigo um pouco - em lugar de voltar logo à sua vida, não porque lá está a sua verdade mas talvez seu medo ou sua culpa.
Que se começo a chorar sem motivo depois de um dia daqueles, o outro não desconfie logo que é culpa dele, ou que não o amo mais.
Que se estou numa fase ruim o outro seja meu cúmplice, mas sem fazer alarde nem dizendo “Olha que estou tendo muita paciência com você!”
Que se me entusiasmo por alguma coisa o outro não a diminua, nem me chame de ingênua, nem queira fechar essa porta necessária que se abre para mim, por mais tola que lhe pareça.
Que quando sem querer eu digo uma coisa bem inadequada diante de mais pessoas, o outro não me exponha nem me ridicularize.
Que quando me levanto de madrugada e ando pela casa, o outro não venha logo atrás de mim reclamando: “Mas que chateação essa sua mania, volta pra cama!”
Que eu peço um segundo drinque no restaurante o outro não comente logo: “Pôxa mais um?”
Que se eu eventualmente perco a paciência, perco a graça e perco a compostura, o outro ainda assim me ache linda e me admire.
Que o outro - filho, amigo, amante, marido - não me considere sempre disponível, sempre necessariamente compreensiva, mas me aceite quando não estou podendo ser nada disso.
Que, finalmente, o outro entenda que mesmo se às vezes me esforço, não sou, nem devo ser, a mulher-maravilha, mas apenas uma pessoa: vulnerável e forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa - uma mulher.

Canção dos Homens

Que quando chego do trabalho ela largue por um instante o que estiver fazendo - filho, panela ou computador - e venha me dar um beijo como os de antigamente.
Que quando nos sentarmos à mesa para jantar ela não desfie ladainha dos seus dissabores domésticos.E se for uma profissional, que divida comigo o tempo de comentarmos nosso dia.
Que se estou cansado demais para fazer amor, ela não ironize nem diga “até que durou muito” o meu desejo ou potência.
Que quando quero fazer amor ela não se recuse demasiadas vezes, nem fique paciente ou rígida, mas cálida como foi anos atrás.
Que não tire nosso bebê dos meus braços dizendo que homem não tem jeito pra isso, ou que não sei segurar a cabecinha dele, mas me ensine docemente se eu não souber.
Que ela nunca se interponha entre mim e as crianças, mas sirva de ponte entre nós quando me distancio ou distraio demais.
Que ela não me humilhe porque estou ficando calvo ou barrigudo, nem comente nossa intimidade com as amigas, como tantas mulheres fazem.
Que quando conto uma piada para ela ou na frente de outros, ela não faça um gesto de enfado dizendo “Essa você já contou umas mil vezes!”
Que ela consiga perceber quando estou preocupado com o trabalho, e seja calmamente carinhosa, sem me pressionar para relatar tudo, nem suspeitar de que já não gosto dela.
Que quando preciso ficar um pouco quieto ela não insista o tempo todo para que eu fale ou a escute, como se silêncio fosse falta de amor.
Que quando estou com pouco dinheiro ela não me acuse de ter desperdiçado com bobagens em lugar de prover minha família.
Que quando eu saio para o trabalho de manhã ela se despeça com alegria, sabendo que mesmo de longe eu continuo pensando nela.
Que quando estou trabalhando ela não telefone a toda hora para cobrar alguma coisa que esqueci de fazer ou não tive tempo.
Que não se insinue com minha secretária ou colega para descobrir se tenho uma amante.
Que jamais se permita nenhuma alusão, mesmo de brincadeira, seja positiva ou negativa, sobre meu desempenho sexual.
Que com ela eu também possa ter momentos de fraqueza e ternura, me desarmar, me desnudar de alma, sem medo de ser criticado ou censurado: que ela seja minha parceira, não minha dependente nem meu juiz.
Que cuide um pouco de mim como minha mulher, mas não como se eu fosse uma criança tola e ela a mãe onipotente; que não me transforme em filho.
Que mesmo com o tempo, os trabalhos, os sofrimentos e o peso do cotidiano, ela não perca o jeito terno e divertido que tanto me encantou quando a vi pela primeira vez.
Que eu não sinta que me tornei desinteressante ou banal para ela, como se só os filhos e as vizinhas merecessem sua atenção e sua alegria.
E que se erro, falho, esqueço, me distancio, me fecho demais, ou a machuco consciente ou inconscientemente, ela saiba me chamar de volta com aquela ternura que só nela eu descobri, e desejei que não se perdesse nunca, mas me contagiasse e me tornasse mais feliz, menos solitário, e muito mais humano.
Lya Luft

01 agosto 2007

Sobra Tanta Falta
O Teatro Mágico

"Falta tanta coisa na minha janela

Como uma praia
Falta tanta coisa na memória
Como o rosto dela
Falta tanto tempo no relógio
Quanto uma semana
Sobra tanta falta de paciência
Que me desespero
Sobram tantas meias-verdades
Que guardo pra mim mesmo
Sobram tantos medos
Que nem me protejo maisSobra tanto espaço
Dentro do abraço
Falta tanta coisa pra dizer
Que nunca consigo
Sei lá,
Se o que me deu foi dado
Sei lá,
Se o que me deu já é meu
Sei lá,
Se o que me deu foi dado ou se é seu
Sei lá... sei lá... sei lá....
Vai saber,
Se o que me deu , quem sabe?
Vai saber,
Quem souber me salve
Vai saber,
O que me deu,
quem sabe?
Vai saber,
Quem souber me salve..."